10 de Outubro de 2017

Há 60 anos, um brado resoluto pela vida!

Departamento de Artistas da BSGI celebra as seis décadas da célebre Declaração pela Abolição das Armas Nucleares de Josei Toda

Convidados ilustres debatem sobre o desarmamento a partir de sua atuação profissional

Sobrevivente da bomba de Hiroshima: Seiitsu Imagawa

Interpretação magistral da canção Rosa de Hiroshima

Coral Esperança do Mundo: mensagem de decisão com a música-tema de O Rei Leão

“Em toda a história, pouquíssimos brados pela justiça foram ouvidos. Mas agora, mais do que nunca, essas vozes devem elevar-se acima do alarido da violência e do ódio”, ressaltou físico e Prêmio Nobel da Paz, dr. Joseph Roblat. No dia 16 de setembro último, o Departamento de Artistas (Depart) da BSGI, promoveu uma roda de conversa sob o tema: Um Brado de Justiça por uma Cultura de Paz, no auditório da Paz do Centro Cultural da BSGI. Os palestrantes desse dia foram: o ator e membro do Depart, Carmo Dalla Vechia; o economista, oficial de monitoramento e avaliação na Unicef e Pnud e também associado da BSGI, Rogério Carlos Borges de Oliveira; e Naoto Yoshikawa, vice-presidente do Conselho Orientador da BSGI.


Sensibilidade e sentimento foi a tônica de todo o evento que teve direito a apresentações artísticas e ao relato emocionante do sobrevivente da bomba de Hiroshima, Seiitsu Imagawa, associado da BSGI e que em dezembro próximo, completará 100 anos.


A canção Rosa de Hiroshima, de Vinicius de Moraes foi interpretada por um trio de músicos associados e, logo a seguir, Seiitsu Imagawa subiu ao palco para o seu relato que foi lido pelo bisneto Victor.


Foi um momento de grande emoção. E um fator motivador especial para a roda de conversa que se seguiu. O mediador da mesa foi o professor Jean Marcus. Cada palestrante abordou em 20 minutos como veem o tema do evento em suas áreas de atuação.


Rogério iniciou sua participação perguntando: as armas nucleares estão fora da nossa realidade? Embora o Brasil não esteja vivenciando uma situação declarada de guerra, a violência é um fato banalizado já que as notícias são corriqueiras e já não causam mais tanta comoção. Citando apenas um segmento social: todos os dias cerca de 28 crianças e adolescentes são assassinadas no Brasil. Em termos gerais, em média, 60 mil pessoas são assassinadas do país ao ano. Ou uma a cada minuto. “As armas de pequeno porte são as verdadeiras armas de destruição em massa (...) Só no Brasil nos últimos 4 anos, foram cometidos 198 mil assassinatos por armas de fogo”, ressaltou Rogério. Em comparação, os 12 conflitos armados do mundo mataram cerca de 290 mil pessoas. “Para a consolidação de uma paz real é fundamental a regulamentação do comércio de armas de fogo, algo que o presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda muito bem enfatizou em sua proposta de paz de 2016”, explicou.


O ator Carmo Dalla Vechia colocou sua visão de paz a partir de sua atuação como artista da Cultura Soka. “O grande desafio do artista da SGI é a busca pela transformação do egoísmo em benevolência”, iniciou. Qual o papel da cultura na arte e na construção da paz? Carmo relembrou o princípio budista da origem dependente, que elucida que tudo existe por uma causa realizada. “A arte ‘fala’ diretamente com a essência humana, indistintamente. O artista tem o potencial de criar beleza a partir de sua arte e através disso, a paz. E, quando o artista Soka age em consonância com os ensinos do Buda, ele passa a “enxergar” com esses olhos búdicos e se enche de energia vital para suplantar o medo e a insegurança. “Pois o corajoso é aquele que promove a ação, não o que não tem medo”, ressaltou.


O vice-presidente do Conselho Orientador da BSGI, Naoto Yoshikawa, iniciou relembrando a primeira frase do romance Revolução Humana “Não há nada mais bárbaro que que a guerra”, e a primeira frase de outro romance Nova Revolução Humana, “Não há nada mais sublime que a paz”, ambas as obras são de autoria do presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda.


Naoto discorreu sobre as propostas de paz que o dr. Ikeda escreve anualmente e sua posição singular frente ao desafio da construção de um mundo pacífico. Em sua Proposta de Paz de 2017, A Solidariedade Mundial dos Jovens: o Alvorescer de uma Nova Era de Esperança, do presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda, enviada à ONU em janeiro, o pacifista coloca a questão da eliminação das armas nucleares como um ponto crucial para o estabelecimento das paz no mundo. “Esta doutrina desumana de segurança nacional baseia-se no desejo de causar o sofrimento de Hiroshima e Nagasaki ao povo de outro país. Se o botão de lançamento começasse, não apenas as partes envolvidas, mas os países vizinhos e a Terra como um todo sofreriam danos irreparáveis”, enfatizou o dr. Ikeda.


Seguiu-se uma sessão de perguntas e repostas com os palestrantes convidados e o encerramento ficou a cargo do coral do Núcleo Jovem da BSGI, Esperança do Mundo, entoado a canção-tema do filme Rei Leão.


 

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